Duas personagens femininas emblemáticas na TV brasileira foram Tiazinha e a
Feiticeira. Ambas viveram seus tempos de muita glória, fama, dinheiro e nudez. Aliás, o apelo sexual era tão mais forte que ambas se recusaram,
a priori, em mostrar o rosto: a primeira usava uma máscara ao redor dos olhos; a segunda, um lenço que parte do rosto abaixo dos olhos. Desde a semana passada circula a notícia de que Joana Prado, ex-Feiticeira, chorou ao rever imagens em vídeo de sua antiga performance, além das imbatíveis, em vendas, fotos para a
Playboy. Ela
não quer mais ter exposto o seu passado, já que hoje é uma senhora de respeito, casada e com filhos. (Suzana Alvez nem tenho sobre o quê escrever, afinal de contas, por onde anda?) O programa em que Joana Prado
esteve é o
João Inácio Show, de uma emissora de televisão cearense, que tem como virtudes, em pleno domingo à tarde, falar sobre tudo o que é absolutamente nada. Ou seja, é muito ruim!
Ok, eu acredito, sim, que as pessoas têm a capacidade de se arrepender dos seus atos. Mas se o erro foi exibido aos quatro cantos do país, adianta muito pouco. Se Joana Prado quisesse realmente ser esquecida enquanto Feiticeira, não deveria continuar a aparecer em programas de TV. Até porque foi esse meio que a alçou a fama e engordou muito sua conta bancária. Afinal de contas, essa já não seria uma grande e estimada consequência de tal trabalho? Hoje pode ser muito fácil, para ela, recusar o rótulo que tanto carregou. Ele marcou-a a tal ponto que, assim como ocorre com outros personagens, sua identidade ainda luta por independência e até que a Joana Prado seja alguém à parte da Feiticeira, muitas lágrimas vão rolar. Nada contra quem se promove de tal forma; em tempos de pseudocelebridades
a torto e a direito, a coisa já está mais do que comum. A Bruna Surfistinha até vai virar filme! Mas, ora, cada um no seu quadrado: se o da Feiticeira é a TV, o da Joana não pode ser.
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