A grandeza do menor
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Ao vencer o 1º Festival Nacional das Rádios Públicas - Arpub, a sergipaníssima Patrícia Polayne é coroada não só como uma das mais belas vozes dessas bandas de cá do nordeste, mas consolida-se como um nome valiosíssimo para a cultura nacional. Ganhar em festivais não é novidade para ela, mas, agora, o título é ainda mais especial pelo momento em que a artista vive, principalmente pelo lançamento do seu trabalho mais autoral, 'Circo Singular'. Os artistas sergipanos sofrem com um mal terrível que a maioria dos brasileiros têm: valorizar apenas o que é de fora. Não que aqui só haja artistas injustiçados, até porque eu não seria tão bairrista a ponto de achar que Sergipe é o supra-sumo da cultura nordestina - pelo menos não dessa que se espalha nos axés e forrós da vida. Porém, quando ouvi o álbum de Polayne, senti vergonha alheia. É realmente uma pena que a maioria das pessoas desconheça alguém de tamanho valor. O CD traduz exatamente a maturidade que a cantora sempre almejou para lançar um trabalho. E acertou em cheio. Com certeza o festival é um acréscimo para que a sergipana seja enxergada como sempre deveria ser. Como ela escreveu em 'Arrastada': E descobriu que o novo que tanto procurava não estava na grandeza, mas no menor do Brasil. Precisa dizer mais o quê? Ouça!
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