26 Junho 2008

A diversidade e a categorização da imprensa

Nos últimos anos ao se pensar em veículos da imprensa voltados ao público gay tinha-se a mesma resposta: G Magazine.

Inovadora por atrair para as suas páginas ensaios de nu de celebridades (algo único no mundo) e modelos famosos, a publicação de cunho erótico perdeu sua hegemonia para com essa fatia de público por outras revistas surgidas entre o ano passado e 2008.

Junior, DOM (2007) e Aimé (2008) apareceram com a proposta de desmitificar caricaturas homofóbicas e atrair, além de anunciantes que se afastavam da G magazine pela erotização dispensada, um perfil de leitor diferente do que já era explorado.

Voltadas, principalmente, ao homem que é gay, rico, bonito, bem sucedido e discreto, nas suas páginas predominam matérias sobre comportamento, moda, saúde, fitness, cultura, gastronomia, decoração e etc. Ah, sim, há os ensaio fotográficos, mas estes restringem-se a modelos usando sungas, e pronto!

Junior pertence ao grupo Mix Brasil, um conglomerado de mídia voltado ao público GLS. Lançada em Setembro do ano passado, já é considerada a Capricho Gay por se voltar ao público teen.

"A Junior tem essa questão, está pegando um público muito jovem e um público mais velho também. O nome da revista se explica aqui dentro, Junior é o teu filho, é o filho que o gay não tem, então é um nome de todo homem, mas ele dá essa conotação de ser jovem também", define André Fischer, proprietário do grupo, em entrevista à Revista Imprensa.

No entanto, DOM (lançada em novembro) e Aimé (em abril deste ano) se voltam ao homem gay mais maduro. Esta última, por exemplo, pretende ser conhecida como a “Veja Gay”. Inspirações "abrilescas" à parte, outro fenômeno interessante trazido por essas publicações é o aproveitamento de artistas que talvez não posariam nus em seus editoriais. São exemplos os atores: Rodrigo Hilbert, Rômulo Arantes Neto e Cauã Reymond.

Mesmo surgindo em um momento oportuno, essas revistas pretendem apenas estimular o consumismo, esquecendo-se de que os gays ainda são uma minoria carente de vários direitos. Como imprensa, deveriam também levantar debates sobre questões importantes para a ‘classe’.

O objetivo de acabar com preconceitos pode acabar gerando outros. Se antes a G Magazine traduzia o comportamento sexual dos gays, essas podem criar a imagem de homens fúteis que se importam apenas com beleza e dinheiro. Categorizar é importante. Rotular é demasiado dispensável.

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24 Junho 2008

Em todas as manchetes: Amy Winehouse

Nunca se ouviu falar tanto em Amy Winehouse. As últimas notícias sobre a cantora dão conta de que ela se encontra internada há uma semana em um hospital londrino, após ter tido um colapso na própria casa.

Segundo o Portal G1, o pai da artista declarou que os pulmões dela têm apenas 70% da capacidade de fun- cionamento. Há ainda em início um quadro de enfisema pulmonar.

Os motivos todos já sabem: drogas. E das pesadas. O relacionamento da britânica com os tóxicos estreitou-se muito, a ponto de vários tablóides publicarem fotos de Winehouse consumindo os entorpecentes, levando-a, por vezes, a dar explicações à justiça. Em alguns desses ‘registros’ ela aparece ao lado do marido Blake Fielder-Civil, recém-condenado à prisão.

As drogas são apontadas, ainda, como o motivo da redução do número de shows. O último, realizado na terceira edição do Rock In Rio Lisboa, no início do mês, ficou marcado não só como o pior do festival, mas da carreira dela também.

Amy Winehouse estava bêbada - possivelmente drogada – e rouca; chegou a cair no palco e a esquecer as letras das músicas. Uma próxima apresentação está agendada para esta sexta, 27, em homenagem a Nelson Mandela.

Mesmo com o delicado estado de saúde, os fãs mais atônitos da cantora vêem uma luz no fim do túnel. Com o ultimato dado pelos médicos que a tratam - ‘ou larga as drogas, ou morre!’ -, todos esperam que, enfim, Amy, que tem 24 anos, e uma vida em que talento e polêmica andam de mãos dadas, diga ‘sim’ à Rehab (como nomeou, através deste sucesso, que lhe rendeu um dos cinco Grammy já ganhos, a clínica de reabilitação para onde afirmou não querer ir) e volte a fazer o que mais sabe: cantar maravilhosamente bem. E como ela sabe...

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10 Junho 2008

A medida do jornalismo

O caso de agressão sofrida pela equipe do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, quando se infiltraram em uma favela para escrever reportagens especiais, trouxe à tona o debate acerca dos limites do jornalismo no cumprimento de seu papel na sociedade. Em texto escrito para o Observatório da Imprensa, Sylvia Moretzsohn faz uma abordagem bem crítica.

Diz ela: " o estabelecimento de limites é uma questão elementar de ética, mas costuma ser mal visto por quem exerce o jornalismo, provavelmente em razão de uma concepção equivocada sobre o papel que esse profissional desempenha: o jornalista é um mediador entre os fatos e o público, e por isso se credencia a estar onde esse público não pode estar para obter e divulgar as informações de que esse público necessita".

Ainda para a autora, tal comportamento por parte dos profissionais deve-se ao 'compromisso com a verdade' e a idéia mistificada que se tem do jornalista como 'super-herói', quando este se disfarça com outra identidade para cumprir a sua 'missão'.

De fato, os profissionais de O Dia não agiram da forma mais recomendável, afinal de contas, além de ter sido ilegal e antiética, o risco de vida era eminente. Por pouco não ocorreu crime semelhante ao de Tim Lopes, mas sempre vale a pena ressaltar, acima de tudo, os limites da profissão, que com certeza não devem ultrapassar o direito à vida. Além de agir no combate às tentativas de intimidar as liberdades de imprensa e expressão, as organizações que tratam disto devem ter atenção a essas práticas, para que se evitem outras situações piores.

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09 Junho 2008

iPhone tão revolucionário quanto desejável



Lançada hoje, 9, uma nova versão do iPhone. O tão esperado modelo confirmou as expectativas que vinham há algumas semanas circulando nos blogs especializados: a tecnologia 3D. As especulações quanto à venda do produto no Brasil já foram mais do que confirmadas: a princípio, a Claro venderá o telefone e pode ter exclusividadenisto, como em alguns países; ou não, como em outros.

Nos E.U.A. o preço baixou de US$599, para US$ 199 (com 8 GB). Espero que o preço por aqui seja mais do que decente (o dólar tá caidinho esses dias...). Mesmo com vários outros concorrentes que surgiram depois, o smartphone-ipod-gps-etc. da Apple é mais do que revolucionário. Talvez este seja o motivo de ter se tornado objeto de desejo de muitos, inclusive deste que vos escreve.

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