31 Outubro 2008

Ari Gold: o artista que você ainda não conhece



A música pop mundial tem nomes de grande peso e sucesso. Ari Gold poderia ser um deles e se projetar num espaço onde reinam Justin Timberlake ou Keyne West, por exemplo. Se não fugisse aos temas convencionais que permeiam, além daquele estilo, o hip hop, o rap e o R&B - cujas letras são sexistas e falam de mulheres - ele faria parte, com certeza, da nossa playlist. Ser gay assumido e transpor sentimentos e relações homoafetivas em suas músicas é a característica mais marcante do artista, e possivelmente o motivo que o mantém pouco conhecido, inclusive aqui no Brasil.

Em entrevista ao BLOG DO JUNIOR (publicada posteriormente na terceira edição de uma revista homônima), Ari revelou que a exigência para manter-se "dentro do armário", feita por algumas gravadoras, fez com que ele recusasse propostas. Quem pensa que isso o afetou de alguma forma se engana. Conquistando o título de queridinho da comunidade gay, ele já está no terceiro álbum. O primeiro, intitulado com o próprio nome, foi lançado em 2001. A qualidade das músicas, aliadas ao assunto de que se tratavam, rendeu ao cantor, no ano seguinte, o Outmusic Award. Ari também esteve entre os dez artistas mais tocados na Grã-Bretanha naquela época. Space Under Sun (2004) e Transpot Systems (2007) completam a discografia.

A música faz parte da vida de Ari Gold desde a infância. Filho de judeus ortodoxos, nascido em Nova Iorque, ele chamou a antenção da família para o seu talento aos cinco anos, quando cantou no bar mitzvah (cerimônia judaica que marca a maturidade dos garotos, aos 12 anos) do irmão. Nos seus 30 anos, já fez mais de 400 jingles, trabalhou com Diana Ross e teve uma de suas músicas - que figurou também no top 10 da Bilboard - usada na trilha sonora de "Queer As Folk" (seriado de grande sucesso que retrata o meio homossexual).

Além da vida artística, uma parte de suas ações estão dedicadas à causas nobres, quando participa ativamente - e ajuda - em campanhas e organizações sociais. Entre os ídolos inpiradores, Ari Gold revela nomes como Michael Jackson e Madonna. Sobre o fato de não esconder sua homossexualidade ele declara: "Acima de tudo sou um artista. Mas eu acredito que a música também pode ser engajada. O que eu faço é político até quando o fato de ser gay ainda for uma questão política, até quando não tivermos todos os direitos humanos garantidos, até quando jovens continuarem pensando que ser gay não está certo, até quando houver violência contra gays. (...) Eu fico bastante honrado de ter me tornado esse referencial para as pessoas".

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30 Outubro 2008

Divulgado o ranking da liberdade de imprensa no mundo

O Brasil está em 82º posição no índice anual de liberdade de imprensa da organização mundial REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS (RSF). Os dados divulgados semana passada, segundo o OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, foram colhidos em 2007 e 2008 e contém algumas surpresas, mas em outras situações revelam o que, infelizmente, já se esperava.

Os vizinhos Bolívia e Cuba estão em 115º e 169º lugares, respectivamente. A França, por exemplo, está atrás das emergentes Jamaica e Costa Rica. Do Velho Mundo, entretanto, vem os primeiros colocados: Islândia, Luxemburgo e Noruega são os países que mais garantem direitos à mídia. Na China (167º), mesmo com as Olimpíadas, alguns dissidentes foram presos, revelando que a nação não está tão aberta quanto se imagina.

A maior ameaça à imprensa em todo o mundo ainda é a guerra. A Geórgia, que foi invadida em agosto pela Rússia, caiu para o 120º lugar. A Nigéria desceu da 95ª para a 130ª posição no ranking. Durante os conflitos, o cinegrafista holandês Stan Storimans morreu depois de ser atingido por uma bomba russa; outros jornalistas foram impedidos de chegar aos locais de combate. Os países mais repressivos foram considerados, pela RSF, como "infernos imutáveis nos quais a população está alheia ao mundo e sujeita à propaganda de eras passadas". Entre eles estão Coréia do Norte, Turcomenistão e, com a pior posição, Eritréia, em estado incomunicável desde 2001.

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28 Outubro 2008

Globo ou Record: quem você escolhe?

O abalo no monopólio da Rede Globo de Televisão passa a se tornar algo mais real a cada ano. Desde a alavancada da Record, com investimentos expressivos em dramaturgia e jornalismo, a emissora carioca vem sentindo o efeito causado pela concorrência (que antes, com o SBT, não era tão preocupante). Com isso, portanto, ganhamos nós, que não ficamos mais restritos a um único canal de TV na busca por informação e entretenimento. Com essa briga - o que é absolutamente natural - ambas acabam cometendo muitos pecados, mas isso, sem dúvida, estimula a qualidade em vários aspectos, englobando melhores matérias, melhores profissionais e mais atrações.

É fato que ainda não temos a TV que merecemos, mas essa disputa já é um grande avanço pois, por décadas, apenas o que se ligava ao mitológico (?) Padrão Globo era tido como ideal de qualidade, em vários sentidos. A Record, mesmo ganhando gradualmente mais números - e isto vai desde uma parte boa da arrecadação, supostamente vinda da Igreja Universal, fundada pelo proprietário da emissora, que deposita algo em torno de R$ 300 milhões anualmente, à audiência - ainda encontra-se distante da global.

E por falar em audiência, a coluna Ooops!, do UOL, revelou nesta segunda, 27, o quanto o duelo entre as emissoras está se expandindo. Além dos direitos de transmissão das Olipíadas de Londres, em 2012, a Globo vem perdendo para a Record um em cada cinco telespectadores do Jornal Nacional (JN). Essa marca se estabelece desde 2004 e já está em torno de 18%. Mas mesmo assim, como disse antes, os dados ainda apresentam grande diferença: 34,2 pontos para o JN contra 9,3 do Jornal da Record.



Campanha "Q de Qualidade" da Globo.



Resposta da Record.

Foi naquele ano que a emissora paulista começou a abrilhantar seu quadro funcional, levando vários globais para uma nova casa. O SBT, em 2005, quando contratou Ana Paula Padrão, e, no ano seguinte, Carlos Nascimento (ambos também ex-globais), também deu um golpe. A situação é tão fora do comum, que grandes revistas semanais, além de portais e sites de notícias, publicam reportagens e matérias a respeito. Esperemos os próximos rounds...

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26 Outubro 2008

A escravidão ainda é realidade no Brasil

A escravidão, que nos tempos de Brasil colônia afetou principalmente os negros, hoje não escolhe mais etnia. Mesmo no século 21 ainda nos deparamos com seres humanos postos em situações humilhantes na busca pela sobrevivência. Semana passada mais um caso de trabalho escravo foi noticiado na televisão nacional. Na terça, 21, 27 sergipanos dos municípios de Riachão do Dantas e Itaporanga foram encontrados na cidade de Pratânia e Laranjal Paulista, em São Paulo.

Segundo matérias do Infonet e do Jornal da Cidade, os trabalhadores foram aliciados com a promessa de emprego e salário dignos - um prato cheio para quem está desempregado e sem oportunidade alguma, ansiando por ajudar a família. No entano, a jornalda de trabalho chegava a duar mais de 12 horas e resultava em rendimentos mensais de R$ 300. Desta remuneração eram descontados aluguel, conta de água e alimentos, que deveriam ser comprados na mercearia do empregador.

Além desse detalhe, inexistiam equipamentos de proteção individual (EPIs) para as atividades que realizavam em um frigorífico. A insalubridade era presente também no alojamento onde eles estavam morando. A libertação dos trabalhadores ocorreu após inspeção da delegacia Regional do Trabalho daquelas cidades e eles começaram a voltar ao estado no final da semana, com seus direitos garantidos.

Nada mais lastimável do que tomar conhecimento de fatos como esse, que ultrapassam qualquer limite aceitável em relação ao respeito com direitos humanos. As ações nesse sentido, entretanto, vêm aumentando nos últimos anos. Um detalhe importante: antes, muitos dos casos noticiados concentravam-se na região norte/nordeste. Basta que as autoridades intensifiquem o trabalho e devolva a dignidade às vítimas de tal crime.

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23 Outubro 2008

Ídolos na Record: será que agora vai?



O programa Ídolos, na Record, não está supreendendo em nada. Pelo menos até esta quarta, 22, quando foi realizada a primeira eliminatória, nenhum elemento novo empolga o telespectador a ponto de prendê-lo na frente da tv e acompanhar a trajetória da mais nova estrela musical brasileira. No SBT foram realizadas duas edições, nenhum dos vencedores, Leandro Lopes e Thaeme Mariôto, emplacou como se pensava. Ao perder os direitos da atração, a emissora inventou uma outra, que foge totalmente ao propósito de alavancar um grande cantor.

A briga entre as TV's fez pensar que a atração poderia tomar outros rumos. Rodrigo faro apresentando é tão sem sal quanto Beto Marden e Lígia Mendes, do SBT. Ao divulgar o resultado, ele até chegou a chorar. Acredito que isto não é nada difícil para um ator com alguns anos de carreira como ele. Obviamente que cada história ali representada mexe com nossas as emoções, pois podemos nos reconhecer em algum daqueles sonhos. Mas esse não é o fator que deveria ser explorado e, sim, o talento de cada um. E lá tem muita gente boa, que mesmo com a eliminação, pode fazer muito pela música brasileira.

Coincidentemente, meus candidatos preferidos apareceram no mesmo bloco, durante o show de terça, 21. Infelizmente - e este é um outro pecado grave do programa - não podemos ver todos cantando uma música completa (saudades do FAMA...), mas Maria Cristina e Rafael Bernardo, quando cantam, causam aquela mesma sensação de quando vamos a um show do nosso artista preferido. Ídolos natos.

Deveríamos ser tão estimulados, ao assistir o programa, quanto nossos pais e avós ficaram na época dos grandes festivais brasileiros. Aqueles artistas de outrora, estão aí, ainda hoje, fazendo muito pelo cenário artístico nacional.

American Idol, a versão oficial, exibido nos EUA, já revelou nomes de peso, que ficaram conhecidos em vários países. O último vencedor, David Cook, lançará o tão esperado álbum em novembro deste ano. O single Light On está aparecendo nas paradas de sucesso há algum tempo. No Brasil, mesmo com os índices de audiência na TV, nenhum nome chegou a acarretar sucesso suficiente que justificasse o nome do programa. O conceito de ídolo é bem relativo, mas pode ser reconhecido por qualquer um.

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21 Outubro 2008

Caso Eloá e Lindemberg: mais um espetáculo?

Mais uma história triste faz parte das nossas vidas. O caso de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, morta pelo namorado após enfrentar mais de 100 horas de sequestro, ao lado da amiga Nayara Rodrigues Vieira, idade idem, chocou o Brasil. Não pretendo me aprofundar muito nesse assunto, mas não poderia deixar de trazê-lo para cá. Lindemberg foi estúpido e mesquinho, levando para si a vida de uma pessoa que nem tempo de viver de verdade teve. Amor? Jamais. Qualquer sentimento ralé, pífio e idiota, sim, é o responsável por tal atitude.

A questão da cobertura da mídia e da atitude da polícia já virou clichê. Que o diga o caso Isabella. A imprensa, enquanto poder, usa-o para fins que mais lhe beneficiem. Já enjooei dessa crucificação, não por estar adentrando esse espaço enquanto estudante de jornalismo, mas é que enquanto casos como esse mexerem com íntimo de cada um, eles erão trazidos à tona. A abordagem, entretanto, é a questão mais crucial.

A cobertura errou? Sim, em vários pontos. Principalmente, ao meu ver, quando deram voz ao sequetrador, que cedeu inúmeras entrevistas exclusivíssimas, em programas que só queriam aumentar sua audiência às custas do sofrimento daquela jovem. Esse, inclusive, foi um dos motivos de acusações da polícia para com a grande mídia, por ter atrapalhado as investigações. Acredito que o deslumbramento do rapaz, por estar na TV, também fez com que se chegasse a tal resultado.

Explodir a porta do apartamento da jovem, seguida da invasão do local, está sendo considerada uma atrocidade, e muitos querem responsabilizar a polícia pela morte de Eloá. Mas qual seria a medida a ser tomada se todas as chances de negociação se frustraram? Iriam esperar que ele matasse as duas reféns e se entregasse depois, com a garantias exigidas asseguradas? Foi uma atitude de extremo risco, que se culminasse com o contrário, tanto a mídia como a PM sairiam como heróis. Com o fracasso, os vilões, além de Lindemberg, não assumem responsabilidade alguma. E nós esperamos, pela TV, o início do próximo espetáculo.


FOTO: ESTADÃO

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20 Outubro 2008

Malu Magalhães e o sucesso aos seus pés

Mallu Magalhães anda ganhando elogios rasgados da grande crítica. Com 15 anos, a cantora vive o sucesso que muitos almejam e poucos conseguem. Ela é recolucionária não só por isso, mas pelo estilo que canta e por ter estourado no My Space, site de relacionamentos que tenta derrubar a hegemonia do Orkut no Brasil, conhecido e utilizado em várias partes do mundo justamente por essa característica peculiar de colocar para fora da internet, aqueles que desejam um espaço no cenário musical. Em tempos difíceis enfrentados pela indústria fonográfica, impressiona como uma artista com pouca idade, em um ano, consiga tal proeza.
Claro que para ela facilitou ser uma menina da classe média alta pulista e ter algumas amizades influentes. Mas sem talento - e ela tem de sobra - acredito que ela não chegaria a lugar algum. O cd de estréia, entretanto, tem apenas duas músicas em português. Para o próximo trabalho, que deve ser lançado ano que vem, ela começou a compor mais canções na língua pátria.

Mesmo causando tanto burburinho, Mallu não levou para casa - pelo menos desta vez - nenhum dos três prêmios a que concorreu no Vídeo Music Brasil (VMB), premiação da MTV brasileira. Ela concorria nas categorias de Artista do Ano, Revelação e Show do Ano.
Vale a pena conferir o perfil sobre a artista publicado pela revista Bravo! e coinhecer um pouco mais dela. Além, claro, de visitar o My Space, pra ouvir algumas de suas músicas.

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17 Outubro 2008

Filme de terror

Esta veio lá do JoãoBlog.

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14 Outubro 2008

A pedofilia ameaça também o Orkut



A permanência do Orkut no Brasil não está sendo nada fácil. Vários percalços vêm sendo enfrentados pela administração do serviço no país. Uma das questões ameaçadoras à rede de relacionamento mais utilizada no país é a pedofilia. Segundo a Folha Online, a CPI que investiga os casos de abuso contra crianças pode tirar o site do ar. Apesar de grande parte dos usuários brasileiros - que compõem mais de 60% de perfis de todo o mundo - utilizarem o serviço para aquilo a que ele realmente se propõe, outros aproveitam a brecha da "internet mundo de ninguém" para praticar crimes como tal.

O Google - o gigante da web dono do Orkut - é acusado de não colaborar com as investigações, por não ceder à Polícia Federal (PF) os dados de usuários que divulgam material pronográfico nos seus perfis. O "cadeado" implantado neste ano, que garante privacidade nos álbuns, é o principal agente que impede o andamento dos processos, pois é tido como um hálibi para os pedófilos. De acordo com a matéria e segundo a ONG Safernet, 3.261 álbuns do orkut receberam denúncias e, desde 2006, o site de relacionamentos é responsável por mais de 80% das ações que tratam da pornografia infantil.
A PF faz algumas exigências para que a situação seja contornada, entre elas a de que o Google crie um filtro para impedir a publicação de conteúdos que tragam pedofilia, e divulgue um 0800 para que sejam feitas denúncias.

Acredito que essas investigações devem contemplar toda a internet, pois é muito fácil migrar do orkut para qualquer outra parte da web. Outra coisa é estreitar laços com países que tenham o mesmo propósito da PF, pois muita gente hospeda sites em provedores de fora, com intuito de dificultar o trabalho da polícia. E, claro, devemos também discutir o tema, mas não apenas tratando os acusados como tarados ou coisa parecida. Já é sabido que a pedofilia trata-se de um distúrbio, portanto, os criminosos também são "vítimas".

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10 Outubro 2008

Prêmio "Selo Dardos"

Recebi do blog A Sétima Visão, de Rubens Oliveira, a indicação para este selo. Fiquei contente, pois não esperava que o reconhecimento por este espaço viesse assim, tão rápido, ainda por cima, de alguém que conheci por aqui. Fiquei emocionado com a indicação. Brigadão! E seguindo a orientação, listo abaixo minhas indicações:

Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. e que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. exibir a distinta imagem;
2. linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3. escolher os amigos de outros blogs que mereçam ser premiados pelo Prêmio Dardos.

"E o Selo Dardos vai para": Blog Liberté; Blog Surtos; Blog Refúgio de Jean Croft; Blog Passageiro do Mundo; Blog Gente, foi horrível! e Blog Baah! Tchê....

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09 Outubro 2008

"Vou estar providenciando, senhor..."

O serviço de telemarketing passa por uma fase nada boa. Responsável por 10 entre 10 dos motivos de reclamação entre os consumidores - principalmente no que se trata da insistência em vender produtos indesejáveis -, o sistema tem conseguido a antipatia de grande parte dos brasileiros nos últimos anos - para alguns, mais arredios, desde sempre. Primeiro, além de serem considerados chatos, os atendentes acabaram por irritar gramáticos e linguistas pelo excesso de gerúndio em suas conversas; agora, o Governo de São Paulo lançou mais uma arma: a Lei 13.226 (que aguarda decreto para ser cumprida efetivamente), sancionada nesta segunda, 8, por José Serra, criará um Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing no Estado (ou, para quem preferir, um cadastro antitelemarketing). A partir de então, quem não quiser ser importunado com aquela oferta ma-ra-vi-lho-sa, exclusiva por telefone, terá este direito resguardado.

Segundo matéria do UOL, as empresas que descumprirem a ordem estarão passíveis às sanções previstas pelo Código de Defesa do Consumidor. O Procon daquele estado será o responsável por regular a determinação. Os paulistas poderão solicitar ao órgão que seus telefones - tanto fixos como móveis - não recebam tal tipo de chamada. As empresas de telemarketing deverão consultar a lista que será criada e verificar para quem podem ou não ligar. Ainda não foi definido um modelo de fiscalização.

Bem que poderiam aproveitar e extinguir as atendentes virtuais. Nada contra aquelas vozes sexy's, mas elas nunca entendem o que dizemos, fazendo-nos apertar todas as sequências de números possíveis até que sejamos atendidos, de verdade (e por sorte, quem sabe), por alguém de carne e osso.

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08 Outubro 2008

Criminalizar, para depois respeitar



Não creio muito que a melhor forma de se fazer respeitar as diferenças seja criar mecanismos de penalização. Mesmo com um novo comportamento da nossa sociedade frente as mudanças ocasionadas pela evolução de paradigmas, o preconceito ainda é uma cólera que a permeia. Como me disse, certa vez, um professor, esse termo é sinônimo de ininteligência. Acredito que a educação - em todos os sentidos - é a chave para que não se precise ir preso ao usar de termos como "bichinha", "viadinho", "crioulo" ou "macaco" para designar seres humanos.

No entanto, como combater os crimes e as ofensas - justificados por conceitos rasos e imbecis de cerébros minúsculos - contra quem é diferente? A única saída encontrada para que todos possam ter garantidos os seus direitos previstos na Constituição Federal, é tomar medidas que ao menos tentem mater a ordem e o respeito, forçada ou voluntariamente.

O Grupo Arco-Íris, Ong de defesa da classe LGBT, promove a campanha Não Homofobia!, cujo objetivo principal é conseguir, na internet, um milhão de assinaturas e pressionar os nossos políticos a aprovarem o Projeto de Lei que criminaliza a homofobia. Assim como já existe a defesa de quem sofre discriminação por cor, raça, etnia, gênero, religião, nacionalidade e sexo, a intenção dele é sujeitar aqueles que discriminem qualquer um por conta da sua orientação sexual e identidade de gênero, à prisão ou multa. O polêmico PLC 122/06 já foi aprovado na Câmara e vai para o Senado Federal; depois pode ser sancionado pelo presidente Lula.

A medida, claro, não vai extinguir o preconceito, mas será importante até que todos tomem consciência de que a diferença é característica intrínseca do homem e que todos devem ser respeitados, sobretudo nesse aspecto. No Brasil, as cifras de crimes contra homossexuais, motivados pelo preconceito, ainda gira na casa das centenas. Aqui no nordeste, a Bahia é o estado onde há mais ocorrências; na região, segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB), um gay corre 84% mais risco de sofrer algum tipo de agressão - ou até ser morto - do que no sul e no sudeste. Ainda hoje, grande parte das agressões ocorre por familiares ou parentes das vítimas.

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06 Outubro 2008

Uma outra versão para os desenhos animados

Quem um dia chegou a imaginar o que aconteceria se o Jerry não conseguisse escapar do Tom? E o Pernalonga do Patolino? Pois é, James Cauty, artista inglês, não só imaginou, como pôs em prática a revanche dos malvadinhos sobre os bonzinhos. O resultado está exposto na Aquarium Gallery, em Londres, sob o título de "Splatter". As imagens circulam na blogosfera, para quem não puder conferir ao vivo. Entretanto, aguçam ainda mais a vontade de ver as outras peças.

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04 Outubro 2008

Quantos minutos de respeito você merece?

Ninguém merece fila de banco. Minutos - ou horas - de espera em pé para pagar uma simples conta é uma realidade que nós odiamos, mas que está longe de ter um destino mais agradável. Medidas existem aos montes, mas as instituições financeiras teimam em desrespeitá-las, da mesma maneira que faltam com respeito a maioria dos clientes - exceto, claro, os mais abastados que, em algumas agências, têm atendimento exclusivo, com direito a entrada idem.

A Lei dos 15 Minutos, adotada em algumas cidades brasileiras, quando surgiu, veio como sinônimo de alívio para a via crucis diária efrentada pela população. Entretanto, na prática, pouco se mudou. O limite de tempo para atendimento do público ainda não é cumprido e, mesmo com a insistência de órgãos de defesa do consumidor e da justiça, as pessoas ainda são relegadas a sorte de encontrarem um ponto bancário que tenha poucas filas e prime pela agilidade. Aqui em Aracaju, a determinação já foi implantada há algum tempo, mas parece que nunca existiu.

Entre as exigências, cada banco deve ter um emissor de senhas, por exemplo. Mas o Ministério Público sergipano detectou que muitas agências não possuem o equipamento. A maior vilã, nesse caso, é a Caixa. Em algumas filiais da capital a espera chega a ser de quatro a dez vezes superior ao que deveria. A instituição, inclusive, foi processada por uma estudante goiana e será condenada, pela Justiça Federal de Goiás, a pagar uma indenização de R$ 3,1 mil. Isto porque, segundo matéria do UOL, Danielle (que não quis divulgar o sobrenome), em 2005, esperou por mais de duas horas para ser atendida no banco.

"Sei da importância dessa vitória. Que sirva de alerta e de incentivo para todos aqueles que sofrem diariamente esses tipos de abuso", declarou. Se aindignação fosse coletiva, com certeza os bancos iriam pensar duas vezes no tipo de atendimento que devem prestar aos consunidores. Se aqueles que se sentem lesados pela demora na fila se motivassem a correr atrás dos seus direitos e a justiça resguardasse - os, como fez, a realidade seria outra e, até o cafezinho, companheiro das horas de espera, seria dispensado.

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03 Outubro 2008

Mais uma nova seção nesta página

A partir de hoje, trarei umas tirinhas de dois blogs maneiros que encontrei na net. Um, O Maravilhoso Mundo de Adão, cujos desenhos são feitos pelo cartunista Adão Iturrusgarai, um velho conhecido; o outro, o João Blog, tem tirinhas desenhadas por um cara de 15 anos e são muito boas por sinal. A primeira, "Ostentação", do Adão; a segunda, "Coisas que não estamos nem aí...", do João.

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01 Outubro 2008

Manifestações sexuais modernas (ou livres?)

A época em que vivemos é marcada pela liberdade que possuímos para uma série de coisas. Não foi fácil conquistá-la. Nossos avós e pais que o digam. De todas, a liberdade sexual é a que mais se destaca ultimamente, em especial para os jovens que, se tivessem determinados comportamentos há algumas décadas atrás, seria taxados de rebeldes - ou, quem sabe, coisa pior. Além de uma menor repressão contra as mulheres e os gays, os últimos anos estão se caracterizando pela maior exploração de tudo o que se ligue à prática sexual.

O comportamento dos heteroflexíveis, uma nova tribo surgida no sudeste do país, sugere a experimentação como forma de se conhecer sexualmente. Segundo o Portal G1, esse grupo envolve jovens na faixa dos 20 anos, - meninas, na maioria - que não se intimidam em beijar pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto. Mesmo rejeitando os rótulos - e já são muitos, como bicurioso ou totalflex, por exemplo - aqueles que se consideram como tais alegam que apenas ao se descobrirem será possível exercer a real preferência.

Os heterofelxíveis tem como hino o hit "I kissed a girl", de Katy Perry, onde ela relata uma dessas experiências. Mas esse não é a única prática moderna. Hoje, o swing, por exemplo ganha gradativamente mais adpetos. As sexshops se espalham pelos centros comerciais e ganham mais usuários; o cinema pornô vive um momento de expansão, levando às celebridades para a tela da nossa tv em performances bem diferentes das que estamos acostumados a vê-las praticar cotidianamente - ou não, a depender de quem seja.

É claro que tudo isso ainda assusta, causa repulsa ou, até mesmo, condenação, por parte dos mais conservadores. Isso é natural, pois ninguém quer ver explícito algo que mexa com sua intimidade e, mesmo que algumas coisas sugiram, não podemos descartá-la na construção da nossa personalidade.

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