29 Novembro 2008

Mônica e Cebolinha bem mais "crescidinhos"

Uma das notícias mais lidas e comentadas esta semana trouxe surpresa para os fãs da história em quadrinhos (HQ) mais tradicional do Brasil, a Turma da Mônica. Mauricio de Souza, criador dos personagens, lançou uma nova série de revistas com foco na fase adolescente. Cebolinha e Mônica, que antes viviam brigando, têm o primeiro beijo estampado no quarto exemplar de "Turma da Mônica Jovem".

As modificações não param por aí. Uma delas é que, agora mais crescido, Cascão é mais, digamos, higiênico, pois passa a tomar banho. Vale ressaltar que, como o próprio Maurício disse, as histórias deles na infância continuarão sendo publicadas. Apenas um novo público será explorado, com temas que explorem drogas, sexo e etc. É um golpe duro pra quem, como eu, acompanha há décadas as histórias com foco mais infantil, mas nem por isso "infantilizadas".

Uma iniciativa questionável, por isso é interessante ter atenção para a proporção que a mudança tomará. Atualmente a infâcia tem ficado "adulta" muito cedo. Retirar a inocência desses personagens assim, meio que bruscamente, pode ser uma atitude não muito bem vista. Principalmente se ficar restrita a uma coisa "Malhação". Entretanto, é uma jogada muito boa por concorrer com os também tradicionais mangás que roubam os jovens da turma e oferecem conteúdo pouco relevante.
IMAGENS: G1

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28 Novembro 2008

Personagens do Cotidiano

Engana-se quem remete as figuras folclóricas a mitos. Muitas delas estão aí, apresentando-se a nós diariamente com histórias de vida bastante peculiares. Aqui em Aracaju, depois da "Velha do Shopping", o personagem da vez é a Cigana Ruth, que mereceu, inclusive, uma reportagem no Jornal da Cidade.

Conhecida pelos seus dotes místicos muito questionáveis, Ruth - sabe-se lá se este é realmente seu nome - anda pelas ruas do centro fazendo consultas com jogo de cartas e conversando consigo mesma. Em suas diversas divagações afirma ser filha da rainha Elizabeth e até descendente de sinhás. Além dessa característica tem o visual excêntrico, que não a deixa passar desapercebida onde quer que esteja.

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27 Novembro 2008

Começou a luta contra a Dengue

O alerta contra a dengue já começou. A aflição quanto a este ano é maior posto o surto da doença ocorrido no ano passado, que expôs não só a falta de cuidado da população, como o caos do sistema de saúde pública. Além do Rio de Janeiro, Sergipe também teve um número alarmante de casos. Para que a história não se repita, vale muito dar crédito à iniciativa do Estado, que está se esforçando muito em conscientizar a população. Para tanto, foi criado o site www.sergipecontradengue.com.br, com várias informações sobre a doença e formas de prevenção.


O canal conta, entre outras coisas, com um boletim epidemiológico e com o plano de contingência do poder público. Quem acessa também pode indicar a página para os amigos, contribuindo, assim, para a propagação da mensagem de combate à dengue. Apenas informação não basta. Se cada um fizer a sua parte, o cenário com certeza tende a ser outro.

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25 Novembro 2008

O que te falta para doar? Precisar?

Por mais que se insista em campanhas, doar sangue não é uma ação costumeira de nós brasileiros. Não vejo uma explicação plausível para tal resistência - esta que se desmorona quando é um parente ou amigo que precisa de sangue -, que nada mais é que um gesto simples e incrível de fazer algo bom. Pode parecer clichê, mas é a pura verdade.

Também não entendo o fato de o ministério da saúde não aceitar doação de pessoas "pertencentes a grupos de risco", mesmo que estas estejam saudáveis. Este conceito é pra lá de questionável, na minha humilde opinião. Ainda não encontro respostas para a relutância das pessoas em dedicar menos de duas horas (tempo que envolve todo o processo de doação) a um gesto de tamanha generosidade.

Neste dia 25 é comemorado o Dia do Doador Voluntário. Congratulações a você que se importa com o outro, em dar um pouco de saúde a quem tanto precisa; em dar mais uma razão de viver para aqueles que vêem nesse gesto a oportunidade de continuar a sonhar. E se você não doa, experimente uma única vez. Às vezes só tomamos noção da importância dessa aitutde quando um parente ou amigo precisa, mas até lá outros também já precisaram. Sabe-se lá quantos conseguiram.

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24 Novembro 2008

Folha Ilustrada comemora 50 anos com conteúdo especial

A Folha Ilustrada, caderno de cultura e entretenimento da Folha de São Paulo, comemora 50 anos e traz no seu site um conteúdo pra lá de especial. São fotos, capas, entrevistas, reportagens, etc, formando um conjunto que relembra não só os tempos áureos do jornalismo cultural de verdade, como traça toda a trajetória do caderno, no melhor estilo.

Gostei muito da parte dedicada à música, onde há nomes como Elis Regina, Bob Dylan, Cazuza, Madonna, Amy Winehouse e outros. Mas, como a Ilustrada não se limita apenas a isso, os outros temas também são responsáveis pelo mérito creditado ao periódico. Vale a pena conferir.

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21 Novembro 2008

Eleição dos E.U.A.: "questão econômica superou a racial"

Originalmente postada no Blog Contexto Online

As eleições americanas foram o evento mais comentado dos últimos dias. Aqui do Brasil, acompanhamos nos principais noticiários o quanto esse pleito em particular mexeu com o povo americano e com o resto do mundo.

Thiago Rocha, estudante do 6º período da UFS, escolhido pela Embaixada Americana juntamente com mais 24 brasileiros, teve a oportunidade de acompanhar, por dez dias, toda a movimentação que resultou na vitória do primeiro presidente negro dos E.U.A, o democrata Barack Obama.

O universitário falou ao Contexto Online sobre a experiência de acompanhar de perto as eleições, contando um pouco sobre o comportamento dos americanos, da mídia e dos candidatos.

Contexto On-line - Como foram esses dez dias acompanhando as eleições norte-americanas?

Thiago Rocha – Posso dizer que foi algo muito diverso e completo. Primeiro ficamos por quatro dias em treinamento, em São Paulo, com o pessoal da embaixada, do consulado. No dia 25, chegamos em Raleigh, Carolina do Norte e ficamos hospedados na North Carolina State University.

Lá tivemos um primeiro contato cultural, que nos fez sentir um pouco do clima predominante na população. Foi numa feira, uma festa tradicional. Várias pessoas estavam vestidas com camisas, usando broches, manifestando o apoio aos dois candidatos.
As atividades posteriores contaram com palestras ministradas por professores e estudiosos em política, além de visitas a partidos, locais de votação e comícios. Fomos ao de Obama e ao de Sarah Palin e pudemos analisar o clima e como funciona a política americana.

CO - Como você sentiu o clima de disputa entre Obama e McCain?

TR - A política americana é muito polarizada. Essa polarização se dá em questões pessoais e principalmente de governo. Quando fomos ao comício de Barack Obama, pudemos perceber o quanto as pessoas estavam esperançosas. O índice de 74% de desaprovação do governo Bush foi o maior trunfo do democrata. McCain também pregou mudanças, mas as pessoas não consideraram.

CO - O que deu pra perceber durante os comícios?

TR - O de Obama era bem diverso e composto de pessoas com idéias mais liberais como as dele, como a defesa do casamento gay, do aborto. Além da questão econômica, que também influenciou o comportamento dos eleitores, pois Obama mostrou propostas que beneficiariam a classe média em detrimento dos mais ricos. Um exemplo foi a questão tributária, em que ele prometeu baixar impostos sobre a classe média e os trabalhadores e incidí-los para os americanos que ganham mais de US$ 250 mil por ano. Era justamente esta elite que, preocupada, marcava presença no de Sarah Palin.

CO - Explique-nos um pouco como funciona o processo eleitoral dos Estados Unidos.

TR - O sistema eleitoral é muito complexo. É difícil tentar resumi-lo e explicá-lo com poucas palavras. Essa experiência fez entender como funciona. Vale citar algumas especificidades, como, por exemplo, o fato de ser possível que um candidato seja eleito sem a maioria dos votos. Isto ocorreu apenas três vezes em toda a história americana, a última foi com George W. Bush.
Cada Estado pode, também, realizar a sua própria eleição, pois como a escolha do presidente toma o foco dos americanos, alguns preferem realizar em períodos diferentes. Junto com a escolha do presidente só 11 estados elegeram governadores.

CO - Além dessa flexibilidade, o que mais há de específico no processo?

TR - Chamou a atenção o número de cargos que as pessoas escolhem de uma só vez. Aqui no Brasil, em algumas eleições, escolhemos apenas dois candidatos, como prefeito e vereador. Na Carolina do Norte os eleitores votaram em 39 cargos, tornando a eleição muito abrangente. Outras coisas que posso citar são o voto antecipado e o fato de ser facultativo.

CO - E como é a participação dos eleitores, já que eles não são obrigados a votar?

TR - Desta vez o envolvimento dos eleitores foi grande, uma coisa nunca vista antes. Em 2004, 122 milhões de americanos votaram. Este ano entre 127 e 130 milhões de americanos foram às urnas. Não foi recorde em porcentagem, mas em número absoluto.

CO - Aqui no Brasil também acabamos de sair de um período eleitoral. Durante as campanhas, os candidatos acabam, às vezes, ‘trocando farpas’, acusações e partindo para a baixaria. Os candidatos americanos têm comportamento semelhante?

TR - Com certeza. Alguns especialistas com quem tivemos contato disseram que este ano superou tudo o que se tinha visto em baixaria. Obama tentava a todo momento vincular a imagem de McCain à de melhor amigo de Bush e chegou a chamá-lo de antiquado, dizendo que ele não sabia nem enviar um e-mail.

McCain, por sua vez, tratava o rival como socialista e até ironizou uma das propostas de Obama em levar a educação sexual para a escola básica, perguntando se as crianças iriam aprender sobre sexo antes mesmo de aprenderem a falar.

CO - Barack Obama carrega consigo um “clichê” de ser “o primeiro presidente negro” daquele país. A questão racial exerceu influência direta, de alguma forma, para a vitória dele?

TR - Aproximadamente 95% dos negros votaram em Obama. Quando questionados, muitos não confirmavam que a cor determinava a decisão do voto, alegavam que o fator racial não era o mais considerado. Mas, pensando historicamente, os negros nunca tiveram muitos representantes. Em Obama eles viram essa figura. Claro, existia o medo de que ocorresse o chamado “Efeito Bradley”, e que, nas urnas, as pessoas não o elegessem por ser um negro.

CO - Então o que teria pesado mais na decisão dos eleitores?

TR - Acredito que a questão econômica foi superior à questão racial. 60% da população em geral votou por esse fato. Obama despertou a confiança em vários aspectos, inclusive pela sua competência política, demonstrada pelo grande salto que deu, politicamente, nos últimos quatro anos. A vitória dele, sem dúvida, foi algo simbólico e importante. Os jornais ressaltaram muito, nas manchetes, esse título de primeiro presidente negro, após o resultado.

CO - Em que aspectos a mídia americana se assemelha à brasileira no tratamento às eleições?

TR - Aqui os jornais não tomam partido e nem apóiam declaradamente um candidato. Lá eles fazem o contrário, explicitando a sua preferência nos editoriais. Grandes jornais americanos apoiaram Obama e explicaram o porquê. As matérias tratavam dos dois e não eram tendenciosas, você percebe um certo equilíbrio.

Na contagem de votos, por exemplo, enquanto aqui no Brasil os veículos apenas repassam os dados contabilizados pela Justiça Eleitoral, nos E.U.A. a imprensa praticamente faz essa contagem e já começa a projetar o vencedor mesmo com os resultados de uma porcentagem pequena de votos contados.

CO - O que você absorveu dessa experiência? De alguma forma ela influenciará sua carreira?

TR - Foi essencial para dar uma visão futura do que pretendo fazer profissionalmente. Sempre tive interesse em política internacional e o programa foi uma chance de confirmar isto. Essa oportunidade foi completa em todos os sentidos: cultural, político, pessoal, acadêmico, profissional... e ajudará na possibilidade de eu fazer um mestrado lá. Pode ser o meu primeiro passo após a formatura; os contatos que fiz ajudarão nessa possibilidade.

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19 Novembro 2008

Respeitar para não ser preso

Bem na semana que coincide com o Dia da Consciência Negra, comemorado nesta quinta, 20, mais um caso de preconceito vem à tona. É impressionante como a discriminação racial nos choca, principalmente pelo momento atual, em que iniciativas voltadas ao combate desse crime são reforçadas e demonstram o quanto é burro ser preconceituoso.

O cantor Dudu Nobre e a esposa Adriana Bombom sofreram discriminação por comissários da American Airlines, enquanto voltavam de Nova York com as filhas, no início desta semana. Além das frases preconceituosas, o cantor chegou a ser machucado com uma caneta. O casal não deixou barato e após denúncia, os funcionários da empresa serão indiciados por injúria (os dois) e lesão corporal (o comissário).

Infelizmente ainda precisamos de medidas punitivas para respeitar o próximo. É triste mas é a mais pura realidade: "respeitar para não ser preso"! E aí é que as criminalizações são bem-vindas, pois a educação, agente transformador dessa realidade, não é tomada como prioridade. Parece clichê jogar a solução de problemas dessa ordem na escola, mas o que seria se não a falta dela o motivador de coisas como essa, pelo menos aqui no Brasil?

IMAGEM: GOOGLE

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18 Novembro 2008

21 anos



Tinha tanta coisa para escrever aqui. Falar de todas as conquistas, derrotas, alegrias, tristezas... enfim, todas as sensações e situações por que passamos ao longo da nossa efêmera jornada nesse mundo. Mas ficaria um texto longo e chato. É muito bom olhar pra trás e ver o quanto o tempo só te faz melhor, independente do que lhe traz a vida. Hoje, aos 21 anos, enquanto escrevo este post, passa um filme na minha cabeça e, na ânsia de dizer algo que represente boa parte do que queria dizer, só me resta copiar Caetano Veloso:

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."

Parabéns para mim!

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14 Novembro 2008

O aquecimento global ameaça as Ilhas Maldivas

Os efeitos e riscos do aquecimento global mostram-se iminentes. Por mais que ainda se duvide do impacto que o planeta pode sofrer, os resultados da nossa irresponsabilidade no tratamento dado ao meio ambiente estão ficando cada vez mais claros e exigem que tomemos consciência da preservação do que ainda resta. Mais um alarme é soado: as Ilhas Maldivas podem desaparecer.

O aumento do nível do mar é uma ameaça grave ao arquipélago - que está a 2,4 metros acima dele e a maioria do território habitado está apenas a um metro de altitude. Até então as águas já subiram quase 20 centímetros. No fim deste século o avanço pode chegar a 58 centímetros, caso algo não seja feito para freiar as emissões de gases poluentes na atmosfera.

A medida encontrada pelo primeiro presidente eleito do país, Mohamed Nasheed, é comprar um novo território para a população. O plano é criar um fundo de receitas gerado pelo turismo e concretizar a ação, que ajudará a salvar a vida dos descendentes dos mais de 300 mil maldívianos. O local escolhido deverá ser alguma área na Índia ou Sri lanka, que possuem características sócio-culturais semelhantes aos das Ilhas Maldivas.

Segundo a BBC, Nasheed teme que até uma elevação pequena possa levar à inundação de algumas ilhas. "Nós não podemos fazer nada para impedir as mudanças climáticas sozinhos então nós temos que comprar terra em outro lugar. É uma apólice de seguros para o pior quadro possível", afirmou.

A República das Maldivas é um pequeno país (ex-protetorado britânico) situado no Oceano Índico e é constituido por 1.196 ilhas. Apenas 203 delas são habitadas. O local é considerado um paraíso por suas praias de areias brancas, palmeiras e atóis de coral.

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10 Novembro 2008

Sergipe terá plano de combte à Aids/DSTs para a classe LGBT

*Matéria postada originalmente no blog Contexto UFS, laboratório para a disciplina de Jornalismo On-line I, 4º período.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe está elaborando um plano de enfrentamento à epidemia de Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre gays, homens que fazem sexo com homens (HSHs) e travestis. A ação, que já promoveu dois encontros, é conjunta com organizações de defesa dos direitos da classe LGBT do estado. A próxima reunião, que será realizada ainda este mês, finalizará os trabalhos e acertará as decisões.

Baseado num plano nacional lançado pelo Ministério da Saúde em março deste ano, as ações prevêem, entre outras coisas, a promoção de políticas e ações para o enfrentamento das DSTs, o fornecimento de metodologias de prevenção e a garantia dos direitos humanos para gays, HSHs e travestis infectados. Entretanto, também para Sergipe, um ponto de grande destaque é minimizar o preconceito entre os profissionais de saúde no tratamento dispensado à classe.

De acordo com o médico e responsável pelo Programa DST/Aids da SES, Almir Santana, a sensibilização dos profissionais é um dos itens do plano cujo propósito visa transformar a realidade do atendimento a essas pessoas, posto que existem várias queixas contra algumas unidades de saúde, principalmente na entrega de preservativos.

Ele ainda ressalta que a elaboração está levando em conta, principalmente, o incentivo à prática do teste de HIV. “O Nordeste é a região onde essa população menos procura fazer o exame, precisamos trabalhar a importância da realização dele. Para isso, o acesso deve ser facilitado”, ressalta.

A tese é confirmada por Tatiane Araújo, presidente da Associação Sergipana dos Transgêneros (Astra), que participou da elaboração do plano nacional e agora faz parte do projeto estadual. Para ela, a discriminação existe desde que a epidemia foi descoberta e rotulada como uma “peste gay”, mas quando percebeu-se que as taxas de contaminação elevam-se em todos os segmentos, o preconceito passou a diminuir.

“Isso existe principalmente nas cidades do interior. Falta preparo aos gestores de saúde. O acesso aos insumos de prevenção não é satisfatório”, pontua. Tatiane informa, ainda, que a organização de paradas do orgulho gay em cidades pólo (este ano em Itabaiana, Lagarto e Nossa Senhora do Socorro) ajudam na conscientização das pessoas.

Além do que já foi citado, o plano estadual prevê intervenções educativas nas áreas de maior concentração do público-alvo, como boates, festas e cinemas específicos. “Acrescentaremos poucas coisas ao plano nacional, que foi bem elaborado e contém um pouco de cada realidade do país”, ressalta Tatiane. “Tudo está ocorrendo com tranqüilidade e todas as partes envolvidas estão trazendo sugestões. Não queremos ditar as normas. Vamos juntar tudo o que for pensado e fazer um documento só”, completa Santana.

A iniciativa do Governo Federal é elogiada por ambos, e a presidente da Astra a considera um avanço na gestão pública, que antes montava campanhas de combate à Aids massificadas. O representante da SES emenda: “Isso é fundamental para o enfrentamento da epidemia. A Aids é um problema de todos, não apenas do governo ou da sociedade civil. É importante que cada um faça o seu papel”, finaliza.

Estatísticas

Dados indicam que a incidência de Aids entre gays e HSHs é 11 vezes maior que na população em geral. Estimativa do Ministério da Saúde diz que 1,5 milhão de pessoas, entre 15 e 49 anos, se encaixam naquele segmento. Entre 1996 e 2006, o percentual de casos da doença, entre homossexuais e bissexuais de 13 a 24 anos subiu de 24% para 41%. Na faixa de 25 a 29 anos os números passaram de 26 para 37% no mesmo período.

IMAGENS: MINISTÉRIO DA SAÚDE/DIVULGAÇÃO e GOOGLE (campanha veiculada na França)

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06 Novembro 2008

"Yes, we can!"

Em janeiro de 2009 tomará posse o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América. Barack Obama foi eleito nesta terça, 4, em uma eleição como há muito não se via, obtendo grande maioria dos votos, confirmando o favoritismo que se arrastou desde as prévias do processo. O clichê da campanha não nos soou estranho: mudança.

O resultado das eleições americanas remete-nos às nossas, no ano de 2002, quando elegemos o presidente Lula. Os dois são exemplos de como funciona o sistema democrático, onde qualquer um pode chegar ao poder, seja rico, pobre, branco ou negro.

Obama, que pode representar o fim de uma longa jornada de intolerância racial, vai ter uma tarefa ainda mais pesada, suponho, do que o atual presidente americano, justamente por carregar essa característica de ser o primeiro negro a chegar à Casa Branca. Não foi à toa. Se ele mobilizou um contingente tão grande de eleitores às urnas, onde o voto não é obrigatório, é porque se mostrou realmente credível a ponto de ocupar tal posto, vencendo todas as barreiras e supremacias.


Lula - polêmicas à parte - mostrou-se dono de uma história ímpar, tanto que esta vai virar filme. O imigrante nordestino, cuja família seguiu o mesmo roteiro das inúmeras que fugiram da infernal seca, chegou ao posto mais cobiçado da política brasileira e hoje ostenta 80% de popularidade. Algo jamais visto "na história desse país". Ele enfrentou todos os preconceitos, que possivelmente o líder americano enfrentará, e mostrou o quanto o nosso Brasil tem de potencial e onde podemos chegar.

Os EUA terão um novo rumo e têm a oportunidade de escrever uma nova história. Mas não acredito que Obama será tão diferente no trato às nações, principalmente pelas circustâncias atuais. A mudança está sendo confundida com revolução, mas ainda é cedo para criar tantas expectativas. O mundo, entretanto, está sente-se mais aliviado e esperançoso. Este sentimento, inclusive, também esteve presente na campanha.

IMAGENS: GOOGLE e IG

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