Um novo dia, de um novo tempo...
FELIZ 2009!

A reinserção de presos na sociedade e no mercado de trabalho é um tema que envolve muita discussão, desconfiança e preconceito. Muitos são aqueles que, ao cumprir a sentença nos caóticos presídios brasileiros, tentam se reerguer e voltar a ser enxergados como "cidadãos de bem". Ao se depararem com a realidade cruel que permeia a consciência da coletividade, muitos voltam para a criminalidade por falta de perspectiva de mudança.
Uma iniciativa no sentido de incluir ex-presidiários no contexto social, que eu não poderia deixar passar em branco, tem início nesta quinta, 29, e parte da Comissão Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STJ). O programa "Começar de Novo" tem a proposta de sensibilizar a população brasileira quanto ao assunto e possibilitar uma nova realidade aos presos que já cumpriram integralmente sua pena.
Nos próximos dois meses, TVs e rádios de todo o país divulgarão gratuitamente peças publicitárias, cujas mensagens - "Dê uma segunda chance para quem já pagou pelo que fez. Ignorar é fácil, ajudar é humano" - trabalharão a consciência dos brasileiros.
Combinadas com isso, as ações também miram os presídios. Multirões de juízes, representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e servidores dos tribunais de justiça analisarão processos que decorram, de alguma maneira, na soltura de detentos presos em situação irregular. Segundo o site da CNJ, esse trabalho em particular já contabiliza mais de mil pessoas que ganharam a liberdade nos estados do Rio de Janeiro, Piauí, Pará e Maranhão.
Bastou um portal de notícias aqui do Estado divulgar que o resultado do vestibular da universidade onde estudo - a Universidade Federal de Sergipe (UFS) - só sairá em janeiro, para que houvesse uma comoção dos vestibulandos. A ansiedade é grande porque a organização do concurso divulgou, na semana passada, os nomes dos pré-classificados; agora resta apenas a correção da prova de redação, o que, naturalmente, demanda mais tempo.
Os comentários da notícia, claro, denotam o desagrado de muitos e me fizeram pensar sobre o impacto e a importância do vestibular na vida das pessoas. Inclusive quando ele provoca mudanças significativas em agentes sociais importantes, como a escola. Isso porque, posto a realidade da educação sergipana, muitas instituições estão se prestando apenas a um ofício: produzir "maquininhas de preencher gabaritos".
Hoje o único resultado positivo apresentado pelas instituições é quantitativo. Mira-se apenas o número de aprovados, suas respectivas colocações (aquele colégio cujo aluno for 1º Lugar Geral terá, no ano seguinte, uma enxurrada de novos estudantes) e em quais cursos (sempre a preferência é dada a Direito, Medicina e Engenharia Civil) eles foram aprovados. O que deveria ser um ciclo natural do bom trabalho envolvendo professores, pedagogos, psicológos e todo o aparato envolvido, tornou-se seu foco principal. Formar cidadãos críticos e conscientes - para dizer o mínimo - foi um dos objetivos que se apagaram no tempo.
Não é segredo para ninguém a pressão que os vestibulandos sofrem. Mas o que antes partia apenas da família, agora vem por parte de muitos professores, que pegam carona no sucesso de seus educandos e projetam - assim como os colégios - ainda mais o seu nome no meio profissional. Uma prática recorrente na capital sergipana é a fixação de faixas por toda a cidade, com os nomes e curso de cada aprovado.
Para se ter uma idéia, basta dizer que por aqui se inventou um tal "vestibulinho", uma iniciativa bem precoce de estímulo para crianças que ainda não estão na fase de enfrentar a maratona de provas. Através dele muitas escolas garimpam os "talentos" de outras, oferecendo bolsas de estudos aos que obtiverem o melhor desempenho. Em algumas escolhem-se apenas alunos que estão concluindo o ensino fundamental; outras aplicam a prova com meninos e meninas nos anos iniciais de estudo. Exemplifico: a escola onde minha sobrinha, de quatro anos, estuda, fez o vestibulinho com a turma dela.
A educação - todos sabemos - é a chave para a resolução de "n" problemas que enfrentamos atualmente. Isso pode soar como clichê, mas é a mais pura verdade. Se relegada a qualquer objetivo que não siga nesse sentido, será apenas mais um serviço qualquer prestado; um simples produto.
Mais uma declaração do Papa Bento XVI revela o quanto a intolerância é estimulada no meio religioso. A postura da Igreja Católica, representada por tal líder, dá gigantes passos para trás. E revela que, na essência, pouco se pratica do que eles tanto pregam em seus extensos sermões, principalmente no tocante ao amor e respeito ao próximo.
Em notícia divulgada hoje, o Papa, entre outras coisas, declarou que salvar os homossexuais de sua condição é tão importante quanto salvar as florestas do desmatamento. No discurso o religioso ainda disse que a humanidade está se auto-destruindo, desrespeitando a criação divina.
Essa busca desenfreada pela condenação à homossexualidade não levará a lugar algum, tampouco aumentará o número de fiéis "arrependidos" nos bancos das paróquias. Pelo contrário: quem vai se sentir bem em um lugar onde só se ouve que sua condição - e sua vida, portanto - é desrespeitosa, doente, irregular e auto-destrutiva? Que tipo de religiosidade querem criar? Penso que essa seria uma possível explicação para o aumento dos ateísmo, agnosticismo, entre outros.
A Igreja deveria estar mais preocupada com suas entranhas, já que está contaminada pela corrupção de seus líderes. A imagem dessa instituição está tão embaçada quanto a minha visão quando fico sem meus óculos. Os padres, bispos etc. são tão pecadores (se já inventaram proporção para o pecado...) quanto os gays, pois muitos são extremamente hábeis na dissimulação que atrai crianças, adolescentes, mulheres e, pasmem (?), homens, na descarga de seus desejos sexuais reprimidos.
Enquanto o assunto for tratado como uma mal - ou, como li por aí, o mal-do-século - teremos certeza de que o preconceito, a discriminação e a intolerância serão palavras que não deixarão de existir no dia-a-dia de quem não escolheu, com sua condição sexual, passar por determinadas situações - ou ler determinadas manchetes.
Os leitores do blog do autor de novelas Aguinaldo Silva foram surpreendidos pelo post publidado nesta sexta, 19. Aguinaldo relatou sua superação de um abuso sexual sofrido em Recife aos 13 anos; história que, segundo ele, guardou por mais de meio século. O título do texto - O dia em que morri e nasci de novo - já dá o recado de como ele tratou o assunto naquela época.
No relato o autor cita situações por que passaram, e passam, grande número de crianças e jovens em diversos grupos sociais (escolas, igrejas, família...), sejam eles gays ou não. Nos últimos anos deu-se a isso o nome de Bullying. Quem nunca sofreu com isso? Também guardo péssimas lembranças das escolas onde estudei, desde os apelidos que colocavam na minha cabeça, por ser grande, até o meu comportamento diferenciado dos demais. Enfim, também superei, mas as lembranças não se apagam jamais.
Histórias como a de Aguinaldo não são raras, mas merecem grande consideração. Ele nunca consultou nenhum analista - talvez por ser pobre naquela ocasião - e seguiu com isso até hoje. Muita gente não consegue lidar ou trata como inimaginável a idéia de passar por algo do tipo, como um estupro. Outro exemplo a ser citado é a apresentadora Oprah Winfrey, que dispensa apresentações e também é dona de uma história fantástica de força de vontade e superação que se assemelha a do escritor. Ambos são bem-sucedidos em suas carreiras, dando uma bela lição.
Não pretendo tornar simples um assunto que mexe de forma tão cruel com quem é vítima. Absolutamente. Mas quando tornada pública a temática gera comoção - e um alerta - e isso é o legal de trazer tais histórias em um espaço com um grande público, pois serve de motivação àqueles que ainda sentem algum pesar por ter passado por tal situação e encoraja-os a também sobreviver.
Depois da reportagem apresentada pelo Jornal Nacional esta semana, que repercurtiu em toda a impresa, essa é a pergunta que todos aqueles que se comoveram com a história dramática de cada família catarinense, vítima das fortes chuvas, e quis ajudar de alguma forma, se faz. A denúncia apresentada expõe o quanto as pessoas estão acostumadas à corrupção e a tratá-la como se fosse uma virtude.
Segundo a matéria, os furtos foram cometidos por militares e voluntários. Talvez porque eles não estivessem muito satisfeitos em "trabalhar" de graça e aí viram a oportunidade, fácil, de também serem beneficiados com as doações. Mas nada justifica. Nada, em absoluto. Claro, ninguém poderia imaginar que essas pessoas se aproveitariam da situação calamitosa vivida pelas vítimas da catástrofe, principalmente pela atitude louvável de ajudarem na distribuição dos donativos. Os soldados então, nem se fala. Deram um belo exemplo de civismo. A que sentimento eles se moveram, então?
Saber disso incomoda muito. Principalmente por comprovar quão "fraco" o homem é, e a que situações ele se submete para tirar vantagem. Aí, uma série de outros programas sociais caem na nossa desconfiança, e não é à toa. Confesso que é meio exagerado pensar que todo mundo tem o mesmo comportamento, mas vai dizer que, a partir desse fato e depois daqueles e-mails divulgados acerca da Rede Globo e o Criança Esperança, há algum tempo, você não pensará duas vezes antes de fazer uma próxima doação? Pena.
Bem-vindo mais uma vez estimado leitor. Não estranhe! O blog não está errado, este é o mesmo Blog de Diógenes que você já conhece há alguns meses, só que agora com um visual mais limpo e, em breve, mais organizado. Não queria ter que mudar o layout, eu gostava muito do anterior. Só que eu não entendo nada - absolutamente nada! - de programação e ele possuía alguns defeitos, o que causava dificuldades na navegação.
Além desse aspecto, ele tinha muito espaço em branco e poucas possibilidades de customização. Este desenho atual, baixado no Our Blog Templates, oferece melhores oportunidades. Já testei tudo o que foi possível, não creio que mais tarde haja algum problema. Espero que não, mesmo!
Algumas Mudanças
Como forma de melhorar a busca por algum texto publicado anteriormente, estou reorganizando os marcadores das postagens. Pretendo colocar os assuntos em seções mais específicas e abrangentes. Além disso há também a lista de links, que eu reorganizei. Vale ressaltar que não peço a ningupem a famosa "troca de links"; coloco-os aqui porque gosto de lê-los e, como estamos no meio de milhões de outros blogs, facilita para quem passa por aqui na busca de conhecer uma página nova.
Outra modificação é a periodicidade. Infelizmente não posso fixar aqui os dias certos em que escreverei, pois além do blog eu tenho a faculdade, o estágio, o projeto de pesquisa (não sei se já disse, mas estou trabalhando com o jornal "Lampião da Esquina", o primeiro periódico voltado ao público gay surgido na época da ditadura) e a minha vida pessoal. Não quero relegar esta página a qualquer sobra de tempo, mas não posso firmar um compromisso sem poder cumpri-lo.
Portanto, sempre que puder - e, ainda bem, estou conseguindo postar com frequência - haverá um novo texto por aqui. E eles serão mais diversificados e com uma linguagem mais próxima do leitor. Tenho uma lista de assuntos a postar, mas o tempo não deixa. Prometo agora nesse recesso de fim de ano! ;)
Não hesitem em comentar, xingar, elogiar e dizer o que quer que você pensa sobre o que escrevo. Isso ajudará muito. Obrigado a todos que estão transformando minha vida atraves daqui. Até breve!

Quando se fala que todas as movimentações financeiras estão sendo afetadas pela crise econômica mundial não é exagero. Até as prostitutas estão com medo da recessão internacional. Isso mesmo. Os impactos da instabilidade financeira foram a principal pauta do IV Encontro da Rede Brasileira de Prostitutas, ocorrido no Rio de Janeiro.
O problema é que o enfraquecimento da economia gera um número menor de programas durante o verão, estação em que o faturamento das garotas é maior, pois o contingente de turistas no país aumenta justamente nessa época. Entretanto, essa diminuição não é um fator conicionado apenas às crises. À medida que avançam na idade a rotinha de trabalho muda e as garantias para sobrevivência delas são poucas. Agora reconhecida como atividade profissional, a prostituição entra para a Classificação Brasileira de Ocupações, o que dá o direito ao pagamento da previdência social. É nesse sentido - de garantir a segurança financeira - que as ONGs atuam principalmente junto aos políticos para que votem em projetos que contribuam para melhorar a qualidade de vida das cidadãs.
ma dessas tragédias que demoraremos a esquecer, mesmo que a gente teime em tentar apagar da memória. Muitas são as críticas à imprensa (como sempre, claro!) sobre o tratamento dispensado ao caso, mas, desta vez, a ampla cobertura, que mostra minuciosamente o sofrimento do povo catarinense, está servindo de estímulo à solidariedade do brasileiro, justamente numa época absolutamente propícia como a que se aproxima.

Britney Spears comemora nesta terça, 3, não só o aniversário de 27 anos, mas uma nova fase de sua conturbada - não tanto agora - vida. "Circus" é mais um motivo de festa, posto que "Blackout", lançado em 2007, prometeu trazê-la de volta à cena e não conseguiu. Não por esse ou aquele serem discos ruins. Pelo contrário, pois os dois conseguem ser bons o suficiente para enconrajá-la a retomar a carreira, dada como perdida por muita gente. (Ouvi "Circus". Gostei. Mas alguém precisa dizer que para Britney: baladinhas? Não!)
A derrocada de Spears foi acompanhada com tanta proximidade quanto as vitórias. Claro, nós adoramos a miséria alheia e quanto a isso estamos muito bem abastecidos. Apesar de, por esse mesmo d
etalhe, eu considerar os paparazzi brasileiros bonzinhos, se comparados aos americanos e europeus, que não falham em mostrar o "mundo real" das celebridades. Eu poderia me estender e falar tudo o que vcs já sabem: da polêmica primeira capa dela na Rolling Stone; dos casamentos infelizes; da cabeça raspada; do namoro com Justin Timberlake; das drogas; das internações; do VMA, em 2007, quando ela quase "chegou lá"; entre outras coisas. Do que adiantaria e o que eu ganharia com isso? Muito pouco ou nada.
Britney canta mal, é fato. Se não fosse a poderosa indústria cultural americana ela poderia ser tão anônima quanto este que vos escreve. Mas o mundo - e o arco-íris - seria bem mais chato e desanimado sem figuras como ela. Pouco importa a voz. As músicas, entretanto, contagiam a qualquer um onde quer que sejam tocadas. Toxic, para mim, é tão clássica, e está tão atrelada à imagem dela, quanto Like a Virgin está para Madonna.
E há muita gente que goste. Vai falar mal da Britney para aquela menina que sonha em ser igual a ela; para o menino que sonha com ela. Fale dela nos confins do mundo e veja se não a conhecem. Má sorte e intempéries estão presentes na vida de todos nós. O valor que damos aos problemas é a força que eles têm. Britney Spears sobreviveu.
Mesmo com tantas campanhas de incentivo ao sexo seguro a AIDS parece não intimidar muito. Todas as vezes que se divulga dados sobre a doença sempre aparece alguma surpresa. Nos últimos anos, além dos casos que atingem a classe LGBT e os mais jovens, o alarme soa para as pessoas (homens heterossexuais) com idade acima de 50 anos. É fato que a qualidade de vida e o desempenho sexual do idoso brasileiro melhorou. Por isso a preocupação é ainda maior.
© Blogger template Ramadhan Al-Mubarak by Ourblogtemplates.com 2008
Back to TOP